F&C 31′ Corall 2020-10-02T20:28:02-03:00

Project Description

F&C 31′ Corall

O Corall é um F&C 31, um dos pioneiros feitos em fibra na América do Sul, construído em 1975 pela Frers & Cibils na Argentina. Um barco de porte e de tradição, também conhecido pela velha guarda como Coralzinho, que já navegou muito pela costa brasileira e que muitas regatas correu com seu primeiro proprietário, Ernesto Harald Neugebauer. E que tem na Manotaço um parceiro para os cuidados na sua mastreação há muito tempo.

Esse verdadeiro clássico foi adquirido pelo seus atuais proprietários em 2000, quando passou por uma reforma geral em Rio Grande feita pela equipe da Windplace que o reforçou e preservou o quanto foi possível para mantê-lo fidedigno ao projeto. Ao nome original, Coral, foi acrescentado um L, passando a chamar-se Corall. A mudança foi feita a pedido de seu Ernesto, que preferiu manter o nome Coral no seu próximo barco. As obras foram concluídas em 2002 e desde então ele vem sendo perfeitamente mantido e adaptado às novas tecnologias náuticas. Após a reforma do veleiro, seus proprietários moraram embarcados por um período e o barco seguiu velejando bastante pela costa brasileira principalmente pelo sul e sudeste do país.

Hoje, a base do Corall é Itajaí onde estivemos para fazer um reparo na ponteira da retranca que sofreu fissuras pela ação do tempo nos dois lados. Para manter a retranca original, pensamos em luvas feitas sob medida a estrutura. Fixadas, as luvas feitas em alumínio reforçam e aumentam a vida útil da retranca.

Bons ventos para o Corall, esse clássico de tantas milhas navegadas!

 Mais duas curiosidades interessantes sobre o Corall:

– o nome original, Coral, vem da classe do barco que Ernesto Neugebauer tinha a intenção de adquirir quando foi a Argentina. Ele queria comprar um barco em madeira, mas German Frers o convenceu a adquirir o F&C31 em fibra, novidade à época.

– o laranja do casco, cor que é mantida até hoje no Corall, foi escolhida a dedo por Ernesto Neugebauer. Não para fazer menção à cor dos corais, segundo Oscar Nieto que vendeu as tintas para a pintura, mas por predileção de Ernestão, conforme a cor da faixa que ilustrava a caixa do filme fotográfico AGFA.